Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Arquivo para Mundo da Vida

Momento Ana Pessoa

Cara, nem vi mas ja estamos em Agosto, finalzinho e hoje foi um dia louco.
As pessoas esquecem muito rápido as coisas que elas fazem. Sempre.
Ou inventam. Elas querem mesmo fingir que o que elas fizeram foi digno.
Tipo alguns evangélicos que se arrependem muito de algo quando não eram evangélicos, daí viram evangélicos.
Meia-noite e meia e eu to aqui na blogadinha rápida.

Fodam-se as pessoas que me fazem desacreditar.
E viva as que fazem acreditar.

Porque são essas as que me convidam para coisas bacanas, projetos legais.
Que me perguntam o que eu acho delas pelo msn pra elas falarem para seus psicólogos( que no fundo foi quem perguntaram).
Que falam que abriram agências, e que fizeram aquele doodle irado do Orkut no India Independence Day.
Que comentam meus posts dizendo que viram filmes com a música que eu postei.
Que me ligam pra me xingar e falar que eu sou babaca.
Que me emprestam 50 pilas em consulados de países longes.
Que me convidam pra jogar I’m the boss na Luderia.
Que respondem meus emails bizarros com fotos do meu cachorro e da Paris Hilton.
Que acham bonitinho um surto via msn falando que eu queria ser rico para irmos sábado ver o Tim Burton no MoMa e tomar sorvete em algum lugar que foi cenário de filme dos anos 80.
Que respondem meus emails sugerindo que elas participem de um ensaio Pin-up da firma.
Que são meus amigos.

Esse post é pra vocês.

ALEXANDRE BORODIN brilha muito…

Premio @alimasp Best Lived Stories
“A gente veio pagar o Alexandre”

Nota prévia: Infelizmente esse post é um mero relato. O fato em si é que foi mágico e merecedor.

Era uma vez dois amigos que estavam indo para a Russia nas férias. Em posse dos documentos necessários, se dirigiram ao consulado russo em São Paulo:

– Formulário preenchido;
– Convite da Russia;
– $$ para a taxa;

Na fila, aquela coisa… conversa vai conversa vem… pessoalzinho animado. Uma moça que acordou um dia e resolveu ir pra Russiaem dez dias com uma amiga, e estava lá pedindo visto pra sair num vôo às 18h do mesmo dia. Ninguém pra dar informação, apenas um cara atendendo.

A fila anda, e um brasileiro (?) mais senhor falante do russo, se dirige ao único guichê ( 1 de 2 ) em atendimento e começa a discutir em russo com o cônsul local. 10minutos…30minutos…1horae10minutos… ele sai.

Quando chegou a nossa vez, na hora do Guichê, com os documentos sendo digitados, descobrimos que a taxa tinha mudado e que agora era $$$$, o dobro de antes. E somando todo o meu live cash não ia rolar.

–  Mas, mas essa informação não está no site. Lá ainda custa $$. Vocês não aceitam, débito, crédito ? Não ? Só dinheiro ?

A figura do guichê que me atendia, vira e diz: Quanto você tem, X… ele abre a carteira, na maior boa vontade,  tira 50 REAIS, me dá, pega um papel de rascunho e escreve o nome dele e diz ME DEVOLVE SEXTA FEIRA.

borodin

Minha reação foi não ter reação. O meu amigo também ia precisar pagar uma parte, que ia sobrar dos 50 que ele emprestou.

Saímos de lá achando tudo muito mágico, e fomos a um caixa na frente tirar $ pra voltar e pagar o cara. Como estava já fechando, a porta não abriu, e uma voz no porteiro eletrônico dizia algo… quando meu amigo diz:

– A GENTE VEIO PAGAR O ALEXANDRE.

Pra mim isso foi tão nonsense quanto o cara tirar o $ da carteira sem obrigação nenhuma de me ajudar. Dissemos que estavamos voltando só pra pagar… e a porta abriu.

Entramos la e pagamos o BORODIN.

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Até aqui a história era boa

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mas agora fica ÓTIMA!

Googleei ALEXANDRE BORODIN.

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AND

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Alexandre Borodin, the son of a prince, was a chemist for whom composing was a second occupation. He was one of several Russian composers in the later half of the 19th century who worked toward emphasizing native tunes, styles, and subjects in their music. This nationalistic character occurs throughout his work, and somewhat predetermines the extent to which it can be used as soundtrack material.

A pergunta que não quer calar : Ele realmente chamava Alexandre Borodin, ou era uma grande piada pra eu chegar sexta no consulado pedindo pra entregarem 50 R$ para um ícone russo que já morreu?

Sticks and Stones and Out of Homes

Tem uma música do Kaiser Chiefs que ele fala Sticks and Stones … aglutinei o Out of Homes de tanto que estou trabalhando com isso ultimamente.

E isso fica ecoando na minha cabeça vez ou outra já ha uma semana.

Tipo pedindo: Blog me, please.

Aliás, lembro-me bem que no primeiríssimo ano, primeiras aulas, ouvi a Roberta, professora mais publicitária do nosso curso de publicidade falar OOH, e dizer Out of Home … chamou minha atenção e nunca esqueci essa cena.

Agora, cá estou imerso em programações, secundagens, templates, redes, bandas largas e outras coisas. E pior é que é divertido hein. Principalmente quando você vai ao dentista, e lá está a telinha no elevador.

Quando você vai ao açougue, e lá está… Me sinto perseguido por esse negócio.

There’s good days and bad days.

E tenho dito

Eu sempre acredito que nós vemos os filmes quando temos que ver. Quando eles têm mais que alguns minutos de imagens e sons a serem vistos, e quando podemos aprender de fato alguma coisa com eles. Isso é tão verdade que tem filmes que quero ver há tempos, mas o mundo só conspira para eu ver em alguns momentos. E depois concluo que são nesses que eu deveria ter visto. (Recuerdos de Caracas 31/05/09)

Pois é. Pode até parecer que não, mas antes de ver o filme do Chandler com o Zac Effron que falei no post abaixo, estava justamente pensando nisso: idades e tempos e pensamentos.

PRUDÊNCIA, encontrei o Sérgio Mallandro.

biluteteia

PS1:  Cesar Kondo, Ale Lima, Sérgio Mallandro, Francine Guilen e Erick Kaizawa.

PS2: Não sabia que a camera dos blackberry curve era tão impressionista assim.

Um brinde ao Caos

brinde ao caos

Wall E e Guantanamera

Eu sempre acredito que nós vemos os filmes quando temos que ver. Quando eles têm mais que alguns minutos de imagens e sons a serem vistos, e quando podemos aprender de fato alguma coisa com eles. Isso é tão verdade que tem filmes que quero ver há tempos, mas o mundo só conspira para eu ver em alguns momentos. E depois concluo que são nesses que eu deveria ter visto.

Hoje vou falar de dois filmes que nada têm em comum, apenas o fato de que são filmes: Wall E e Guantanamera.

WALL E é um filme que saiu ha pouco tempo. Queria ter visto no cinema mas não fui. Depois enrolei, enrolei até que hoje ele não me escapou. Não bastasse a históra incrível e as 1000 referências, todo aquele clima de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, a animação perfeita, um produto cinematográfico maravilhoso, o que mais me chamou a atenção foi os créditos.

O filme é uma abslouta crítica a humanidade. Um belo tapa na cara. Mas pra mim, o creme de la creme ficou com o final: uma mescla da historia do filme contada junto com a história da arte. BRAVO. BRAVÍSSIMO. Da Arte Rupestre das Cavernas ao Impressionismo. Que coisa mais fabulosa. Delícia. Agradeço aos YT maniacs que subiram, e aqui está.

Guantanamera, Yojiro Guantanameeeeeera… é daqueles filmes que o seu professor de história do cursinho falou pra ver, mas você nunca achou, até o dia que prateleira vai prateleira vem ele aparece.

Acabei de assistir. E vai ser a minha imagem da Lei de Murphy até achar outra. Um velório inter-cidades em Cuba. Saindo de Guantanamo para La Habana e muitas coincidências, Encontros e Desencontros, mulher que descobre que o marido é um babaca, amante-guarda-de-guarita que prende a estrada pra pegar um caminhoneiro. Olha só.

>>> Agora, eu só podia ter visto esses filmes agora. Nada é por acaso. E se eu visse antes, teria achado uma merda.