Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Arquivo para Cinema

E tenho dito

Eu sempre acredito que nós vemos os filmes quando temos que ver. Quando eles têm mais que alguns minutos de imagens e sons a serem vistos, e quando podemos aprender de fato alguma coisa com eles. Isso é tão verdade que tem filmes que quero ver há tempos, mas o mundo só conspira para eu ver em alguns momentos. E depois concluo que são nesses que eu deveria ter visto. (Recuerdos de Caracas 31/05/09)

Pois é. Pode até parecer que não, mas antes de ver o filme do Chandler com o Zac Effron que falei no post abaixo, estava justamente pensando nisso: idades e tempos e pensamentos.

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Muito Nerd Nada Cult Pouco Pop

A @cinthiamtg e eu sempre ( desde meados do terceiro ano ) tivemos essa cara-de-pau de chamarmos um ao outro de Muito Pop Nada Cult, ou vice versa, dependendo dos figurinos, comentários, cenas, comidas, comentários e coisa e tal…

Mas definitivamente depois das minhas últimas duas idas ao cinema, senti que a frase merecia uma atualizada. O nerd está em evidência no mundo ja há algum tempo, e cada vez mais e mais… E por isso acho que NERD é uma variável bacana de se colocar aqui.

Como esses dias estou praticamente um advogado, tratando de termos jurídicos, por motivos de trabalho ( óbvio,  porque do nada eu não iria, assim na vida ) vou fazer as coisas em parágrafo, vamos lá.

Parágrafo 1: Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia. (Wikipedia)

Parágrafo 2: O nerd de hoje é o cara rico de amanhã.

Enquanto o bonitão está pegando você
O nerd está criando um software no PC
Enquanto o sarado malha na academia
O nerd está lendo as notícias do dia

Enquanto o bonitão tá na balada te chifrando
O nerd com certeza está em casa estudando
O curso superior do gostosão tá no início
E o nerd ganha em dólar no Vale do Silício


Parágrafo 3: E agora, Gregório ?

Apenas o Fim é um filme brasileiro de 2008, gênero comédia romântica, dirigido por Matheus Souza. Conta a história de um casal que discute sua relação antes de se separar. (Wikipedia) em que o ator Gregório Duvivier, que eu não conhecia, interpreta Tom, um nerd estudante de cinema que está sendo abandonado pela namorada. (Alimaspedia).

As referências nerds desse filme são tantas, mas tantas, que eu não pude compreendê-las todas nem em sonho. E quando falei isso pro meu amigo mais nerd ( ou nerd mais amigo ? ), o @darkkian , ele ficou mais curioso pra ver o filme porque ja me acha bem nerd…. BLAH!

Nota da minha sanidade: Nesse trecho do post eu já desisti de fazer os parágrafos como tinha pensado no começo, como se fossem jurídicos, mas quer saber? Foda-se.

E agora o trunfo da Teoria.

Parágrafo 4 – Chandler vira Zac Effron e seu pai chaveca a diretora do colégio com O Senhor dos Anéis.

[Nesse momento a Beyonce entra dançando Single Ladies e eu não escrevo mais. O post então acaba de maneira performática e ninguém entende nada, hahaha…

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…merecia, mas não, vamos até o chão, digo, fim.]

Cheguei do cinema agora pouco. Vi um filme Muito Nerd Nada Cult Pouco Pop. É um filme chamado 17 outra vez. Roteiro totalmente blockbuster, mas assim, blockbuster demais. Na primeira cena eu já vi o filme todo. Infelizmente ( ou felizmente ), amigos, vocês não poderão me aloprar porque eu nem sabia que esse filme existia. Estava almoçando com uma amiga que comentou, ah tem um filme do Chandler,e ele é meu preferido do FRIENDS, junto com a Phoebe, paguei UMA INTEIRA pra ver.

Mas isso não foi o pior, quando entramos na sala, no Eldorado, tinha uma fileira com MMs sentados e várias, mas várias crianças com seus pais, babás… Momento Supernanny. Todos gritando eufóricos com os MMs. E, quando o filme começou, vimos que era DU-BLA-DO…

…o guarda-chuva que estava no lugar do refrigerante, na minha poltrona, foi até o fim, digo, chão.

Enfim,  – termo clássico das minhas postadas – a única coisa mais interessante do roteiro era o amigo do Chandler, que apanhava na escola, no time de basquete, cresceu e virou um NERD RICO e PODEROSO, que chavecava a diretora do colégio onde o Chandler Effron estudava depois que tinha voltado a ter 17 anos e poder escolher se queria casar ou jogar basquete. Só chavecava não, praticamente eles falavam élfico e rolavam várias referências ao Senhor dos Anéis denovo. E mais uma vez eu não entendi direito. Não li. Dá preguiça.

E as pessoas, as pessoas, as pessoas riam e gostavam e entendiam e aplaudiam e brincavam e riam denovo, e o Nerd finalmente, aos meus olhos castanhos, virava mais um espetáculo da sociedade midiática e medíocre. Vou parar. Isso aqui não é Pesquisa Acadêmica. Foi isso.

Thomas Lennon

@cinthiamtg, concorda com a terceira variável ?

Wall E e Guantanamera

Eu sempre acredito que nós vemos os filmes quando temos que ver. Quando eles têm mais que alguns minutos de imagens e sons a serem vistos, e quando podemos aprender de fato alguma coisa com eles. Isso é tão verdade que tem filmes que quero ver há tempos, mas o mundo só conspira para eu ver em alguns momentos. E depois concluo que são nesses que eu deveria ter visto.

Hoje vou falar de dois filmes que nada têm em comum, apenas o fato de que são filmes: Wall E e Guantanamera.

WALL E é um filme que saiu ha pouco tempo. Queria ter visto no cinema mas não fui. Depois enrolei, enrolei até que hoje ele não me escapou. Não bastasse a históra incrível e as 1000 referências, todo aquele clima de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, a animação perfeita, um produto cinematográfico maravilhoso, o que mais me chamou a atenção foi os créditos.

O filme é uma abslouta crítica a humanidade. Um belo tapa na cara. Mas pra mim, o creme de la creme ficou com o final: uma mescla da historia do filme contada junto com a história da arte. BRAVO. BRAVÍSSIMO. Da Arte Rupestre das Cavernas ao Impressionismo. Que coisa mais fabulosa. Delícia. Agradeço aos YT maniacs que subiram, e aqui está.

Guantanamera, Yojiro Guantanameeeeeera… é daqueles filmes que o seu professor de história do cursinho falou pra ver, mas você nunca achou, até o dia que prateleira vai prateleira vem ele aparece.

Acabei de assistir. E vai ser a minha imagem da Lei de Murphy até achar outra. Um velório inter-cidades em Cuba. Saindo de Guantanamo para La Habana e muitas coincidências, Encontros e Desencontros, mulher que descobre que o marido é um babaca, amante-guarda-de-guarita que prende a estrada pra pegar um caminhoneiro. Olha só.

>>> Agora, eu só podia ter visto esses filmes agora. Nada é por acaso. E se eu visse antes, teria achado uma merda.

Slumdog Millionaire, Novela 3 e o destino

Acabo de voltar do cinema. “Quem quer ser um Milionário” é um filme muito bom. Faz jus tanto aos 8 Oscars que ganhou ontem quanto aos R$ 18 que eu paguei. Uma vez que não sou mais estudante, nem trambiqueiro… =P

A história é incrível, envolve desde as primeiras cenas e me lembrou de muitos outros filmes, entre os quais minha memória RAM citaria agora: Viagem a Daarjeling, Magnolia, Matchpoint… aliás, achei esse um roteiro bem propício para uma direção Allen. Certamente o resultado seria mais lírico e mais debochado que a direção Boyle (que também não decepcionou em nada).

Saí de casa sem noção alguma do que travata o filme, nem que era indiano, fui pelas estatuetas e porque um amigo disse que era Five Star. Engraçado é que minutos antes, tava vendo a novela 3, digo novela das oito (novela 3 é coisa de mídia offline …rs) que basicamente também ocorre na Índia e tem lá o Marcio Garcia empatado de ficar com a Juliana Paz porque ele é um Intocável e ela não.

Não vou falar muito do filme devido a possibilidade de algum leitor não ter visto o filme, tampoco hablaré da novela da Glória Perez, pois essa eu não sei mesmo. Vi poucas cenas. Necessárias para saber que a conversa do Destino está sempre lá.

Wikipedia (…)  O destino é muito usado para tentar explicar o absurdo dos acontecimentos existênciais (na acepção, absurdo deve ser traduzido algo não-explicável no âmbito do conhecimento homo sapiens utilizando-se do método científico), assim também, como a responsabilidade dada as divindades para tais acontecimentos.

O sentimento que fiquei depois do filme, que me acompanhou passos afora pela Paulista do Center 3 até aqui em casa e motivou esse post, é que compramos essa realidade pronta do oriente, mas as vezes estamos presos em realidades tão perversas quanto essa aqui no nosso mundinho e nem percebemos?

– MAS COMO, ALESSANDRO, SEU MALUCO, PÁRA.

É verdade. Olha só: achamos “bonito” o amor dos personagens da novela, impossibilitado pelas castas indianas, shakespeare mode on, e até achamos bizarro o fato de uma pessoa ser prometida a um marido que nem conhece pelos pais. Achamos bizarro o fato dessas pessoas estarem irremediavel e assumidamente presas nesses destinos (tortos?).

Mas não olhamos pra nós mesmos, que vivemos uma (falsa?) sensação de liberdade enquanto estamos presos em nossos destinos (certos?)  por outros nós que não esses do amor, nós que outro filme bem elucidou nas suas primeiras linhas.

Sim estou falando de Trainspotting. Curiosamente também dirigido por Danny Boyle. [Não, não pensei isso de propósito.]

Escolha uma vida
Escolha um emprego
Escolha uma carreira, uma família
Escolha uma tv grande, máquina de lavar, carros, cd player, abridor de lata elétrico
Escolha saúde, colesterol baixo, seguro dentário.
Escolha prestações fixas para pagar.
Escolha uma casa, ter amigos
Escolha roupas e acessórios.
Escolha um terno feito do melhor tecido.
Se masturbar domingo de manhã pensando na vida. Sentar no sofá… e ficar vendo tv. Comer um monte de porcaria.
Escolha uma família e se envergonhar… dos filhos egoístas, que pos no mundo para substituí-lo.
Escolha um futuro.
Escolha uma vida.

Enfim, a única coisa que posso dizer é:  ME DEIXA, CALVINO. ME DEIXA QUE EU NÃO FIZ MACKENZIE. GRAÇAS A DEUS.

Lourenço soy yo.

Engraçado.

Esse sábado assisti ocasionalmente O CHEIRO DO RALO. Sempre quis ver mas nunca consegui. E dessa vez ele tava lá, dando sopa sobre a mesa de centro da República do Mistério.

#Prontoassisti e o filme começa com uma bunda andando.

Mas o que me faz blogar é a genialidade do protagonista. Personagem como poucos. Adicione-se Selton Melo e aí está a graça do filme.

O Lourenço é fantástico. Sei que quem lê pode até me achar louco, carente, ou o que queira, mas as associações que ele faz de assuntos são desconexas, pós-modernas e seus dramas me são tão verídicos que eu realmente digo que me identifiquei.

Aquela cena dos convites do casamento é linda. Tudo é tão óbvio e inquietante que ele vira pra mulher e fala a verdade.

– EU NÃO TE AMO.

Quem me conhece sabe que eu sou assim. Falo a verdade nua e crua. E foda-se.

Parabéns Heitor Dhália e envolvidos.