Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Arquivo para agosto, 2009

Momento Ana Pessoa

Cara, nem vi mas ja estamos em Agosto, finalzinho e hoje foi um dia louco.
As pessoas esquecem muito rápido as coisas que elas fazem. Sempre.
Ou inventam. Elas querem mesmo fingir que o que elas fizeram foi digno.
Tipo alguns evangélicos que se arrependem muito de algo quando não eram evangélicos, daí viram evangélicos.
Meia-noite e meia e eu to aqui na blogadinha rápida.

Fodam-se as pessoas que me fazem desacreditar.
E viva as que fazem acreditar.

Porque são essas as que me convidam para coisas bacanas, projetos legais.
Que me perguntam o que eu acho delas pelo msn pra elas falarem para seus psicólogos( que no fundo foi quem perguntaram).
Que falam que abriram agências, e que fizeram aquele doodle irado do Orkut no India Independence Day.
Que comentam meus posts dizendo que viram filmes com a música que eu postei.
Que me ligam pra me xingar e falar que eu sou babaca.
Que me emprestam 50 pilas em consulados de países longes.
Que me convidam pra jogar I’m the boss na Luderia.
Que respondem meus emails bizarros com fotos do meu cachorro e da Paris Hilton.
Que acham bonitinho um surto via msn falando que eu queria ser rico para irmos sábado ver o Tim Burton no MoMa e tomar sorvete em algum lugar que foi cenário de filme dos anos 80.
Que respondem meus emails sugerindo que elas participem de um ensaio Pin-up da firma.
Que são meus amigos.

Esse post é pra vocês.

Descobri essa musica genial esses dias

ALEXANDRE BORODIN brilha muito…

Premio @alimasp Best Lived Stories
“A gente veio pagar o Alexandre”

Nota prévia: Infelizmente esse post é um mero relato. O fato em si é que foi mágico e merecedor.

Era uma vez dois amigos que estavam indo para a Russia nas férias. Em posse dos documentos necessários, se dirigiram ao consulado russo em São Paulo:

– Formulário preenchido;
– Convite da Russia;
– $$ para a taxa;

Na fila, aquela coisa… conversa vai conversa vem… pessoalzinho animado. Uma moça que acordou um dia e resolveu ir pra Russiaem dez dias com uma amiga, e estava lá pedindo visto pra sair num vôo às 18h do mesmo dia. Ninguém pra dar informação, apenas um cara atendendo.

A fila anda, e um brasileiro (?) mais senhor falante do russo, se dirige ao único guichê ( 1 de 2 ) em atendimento e começa a discutir em russo com o cônsul local. 10minutos…30minutos…1horae10minutos… ele sai.

Quando chegou a nossa vez, na hora do Guichê, com os documentos sendo digitados, descobrimos que a taxa tinha mudado e que agora era $$$$, o dobro de antes. E somando todo o meu live cash não ia rolar.

–  Mas, mas essa informação não está no site. Lá ainda custa $$. Vocês não aceitam, débito, crédito ? Não ? Só dinheiro ?

A figura do guichê que me atendia, vira e diz: Quanto você tem, X… ele abre a carteira, na maior boa vontade,  tira 50 REAIS, me dá, pega um papel de rascunho e escreve o nome dele e diz ME DEVOLVE SEXTA FEIRA.

borodin

Minha reação foi não ter reação. O meu amigo também ia precisar pagar uma parte, que ia sobrar dos 50 que ele emprestou.

Saímos de lá achando tudo muito mágico, e fomos a um caixa na frente tirar $ pra voltar e pagar o cara. Como estava já fechando, a porta não abriu, e uma voz no porteiro eletrônico dizia algo… quando meu amigo diz:

– A GENTE VEIO PAGAR O ALEXANDRE.

Pra mim isso foi tão nonsense quanto o cara tirar o $ da carteira sem obrigação nenhuma de me ajudar. Dissemos que estavamos voltando só pra pagar… e a porta abriu.

Entramos la e pagamos o BORODIN.

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Até aqui a história era boa

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mas agora fica ÓTIMA!

Googleei ALEXANDRE BORODIN.

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AND

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Alexandre Borodin, the son of a prince, was a chemist for whom composing was a second occupation. He was one of several Russian composers in the later half of the 19th century who worked toward emphasizing native tunes, styles, and subjects in their music. This nationalistic character occurs throughout his work, and somewhat predetermines the extent to which it can be used as soundtrack material.

A pergunta que não quer calar : Ele realmente chamava Alexandre Borodin, ou era uma grande piada pra eu chegar sexta no consulado pedindo pra entregarem 50 R$ para um ícone russo que já morreu?