Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Os Alexes Atalas e o Cabeleireiro Putão

[No melhor estilo @anapessoa]
Para ler ouvindo Caetano – Qualquer coisa.

Fui cortar o cabelo esse domingo.
O que não é nenhum evento em si, para os homens em geral, aí me incluo. Mas foi interessante.
Cheguei lá, e tinha um senhor semi careca voltando a ser careca.
Sempre corto no mesmo cabeleireiro, um cara, perto da casa dos meus pais. Ja deve fazer uns bons anos que vou lá.
E sempre leio as revistas enquanto espero.
Dessa vez tinha uma Audi Magazine.
Legal. Não é um salão super Uau, Oscar Freire. Sequer um Soho.
É um salão simples. Quase um barbeiro. AudiMagazine não é o target.
Pensei como ela poderia ter ido parar lá.

Folheando, tinha uma matéria do Alex Atala. Cozinheiro.
Super bambambam das panelas.
Dia desses fui no restaurante novo dele, o Dalva e Dito.
Que recomendo master, aliás. Experiencia única.
Na matéria ele dizia de seus muitos eus.
Que ele é o Alex Atala para todos que o conhecem como Chéf, o Milad para os pais, Alexandre para uns amigos, Alê para outros, enfim.
Muitas pessoas em uma pessoa.
Intrigante. Fato dos fatos.
Tanto é que dependendo de onde a pessoa me conhece posso ser Alessandro Lima, Alessandro, Sandro, San, …, até Rafael Lima já teve… hauahuah.
E são todos eu.
Li, li até outra matéria legal do Marcello Serpa, da Almap BBDO. Puta agência.
De uma campanha que ele fez para o resgate da boa educação.
Pessoas vestindo marcas respeitosas sem respeito. Supimpa.

Aí chegou a hora de cortar o cabelo.
É engraçado que o cabeleireiro diz que casou uns meses atras e a mulher cobra muito, fica no pé.
Que ele tem que trabalhar menos, ficar mais em casa. E coisa e tal. Aí ele quer trair ela… mas não acha certo… catártico, eu diria.
Caímos na conversa clássica de que sempre quando a gente não tem namorada ninguém quer nada.
Mas quando tem, todo mundo quer tudo. Que acontece?

E foi isso. Não tenho a obrigação de ser interessante sempre. Ou, me permito interessar por minha próprio desinteresse, ou desinteressar por meu interesse. Quem sabe?

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4 Comentários»

  Rueiro Verde wrote @

Já dizia Pitágoras que o homem inteligente não tem mulher nem filhos pois só assim pode se dedicar exclusivamente ao saber.
Provavelmente ele era muito feio e misógeno, mas casos como o do seu cabeleireiro dão ênfase ao aforismo pitagoriano…

  Ana Pessoa wrote @

Cara, cortar cabelo – no caso masculino – não tem a menor graça.
Traição é papo chato.
Melhor é falar dos outros – como nosotras fazemos tão bem.
E reclamar dos 1200 reais que gastamos para tirar a cutícula.

Rárárárá

ps: não gostei do Dalva e Dito. Risos e mais risos.

  Jorge Ricucci Clerc wrote @

Revista AUDI is boring.
Casarei e terei um filho de olhos puxados e azueis, o jantar das familias será no novo rest. do A.A.
Sobre traição eu acredito e desacredito também.
Eu odeio cortar o cabelo por isso sempre fico com o lion style. barba idem.
abs

  bruno chenque wrote @

😀

a frase final foi ótimo. concordo muito com ela. que saco “ter” que ser interessante. naturalmente a coisa flui muito melhor…


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