Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Portugal and me

Já faz um tempinho que não posto nada. Fato. Hoje pela manhã encontrei Ellen Posse, a dona do Lgo. da Pólvora. E ela soltou uma faísca do meu ultimo post abaixo. Esse velho. Senhorzinho.

Já ha alguns dias estava com vontade de escrever, sobre algo que li pelos caminhos, e comparti com outras pessoas num outro lugar (outro mesmo, não é um) sobre Portugal. O país. Vulgo nosso colonizador.

É engraçado, porque eu morei muito tempo em um bairro chamado Novo Portugal, e a gente perde o significado das coisas, na verdade são raras as oportunidades de conhecer realmente algo de que falamos, ou que vivemos. E é isso que me motivou a escrever esse post. Filosófico demais? Chato demais. Mas vai me desentalar.

Li, num livro chamado “Pela Mão de Alice”, algumas teses de um sociólogo português sobre a sua terra. Entre outras coisas, ele explica o insucesso de Portugal, (o fato de ter sido tão rico e importante em um determinado período histórico e agora estar praticamente mendigando participação na União Européia), porque há na alma portuguesa um eterno esperar.

O português espera sua Hora e Vez, ou a sua “Hora da Estrela”, ou enfim, o momento de brilhar, aquele momento mágico e transformador da realidade, onde vai voltar a ser um país no topo do mundo… em busca do Norte perdido. Isso até me lembra uma outra música, do Maná, En el Muelle de San Blas… Pra mim é como a espera dessa mulher no Porto. Claro que aqui é um casinho de amor (idiota?), só um casinho de amor.

Ouça.
Leia.

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espiritu

Pode até ser piração, mas considerando que o México, país da banda Maná, foi colonizado pela Espanha, país ibérico vizinho de Portugal, poderia ser esse um espírito ibérico que nos assusta aqui nos trópicos. Momento alto do post: Às vezes nós estamos aqui sempre esperando, esperando, esperando por alguma coisa que nunca chega. E essa espera, por algo que nem sabemos muitas vezes o que é exatamente por isso gera frustração, sentimento de vazio e de estar fora do lugar. Alguem concorda? Sou maluco?

Vou falar de mim. Não sei se estou certo nem quero que meu blog vire auto-ajuda. (Se bem que todo blog é em teoria a auto-ajuda das auto-ajudas). Mas pelo menos ao ler isso sobre os Portugueses, minha sensação foi que o nosso Brasil pode ter herdado a tal síndrome. O clássico “soou como música para meus ouvidos”. E nesse caso foi uma musicoterapia, porque eu pelo menos, melhorei.

NEXT STEPS
– Being more today.
– Kick more balls.
– Watch less the stadium.

(Essas duas últimas, na verdade são resoluções de um outro Post, o das pessoas interessantes…).

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2 Comentários»

  Fer Martins wrote @

Vc É muito filosófico, Ale.

E toda espera é angustiante. Mas a dúvida é muito, muito mais.


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