Recuerdos de Caracas

Coleção particular daqueles momentos assim que a gente vira e diz 'Caracas!'.

Arquivo para abril, 2009

Casandra

Ontem na minha prova de espanhol, as quatro ultimas questões, tinham que ser respondidas ouvindo essa música. O clássico Listening das aulas de inglês…

Casandra vio en sueños el futuro.
En la sombra de una pesadilla Casandra leyó
los versos de ese poema que aún no han escrito
los dioses que, riendo, la hirieron con su maldición.
Supo del hambre y de las guerras de siempre,
de bufones celebrando el odio, bailando entre hogueras,
de despedidas y de monstruos minerales
bebiendo insaciables la savia dulce del planeta.

Casandra vio a hombres y mujeres
dormitando en sus burbujas
tras las máscaras del miedo.
Mas también vio la luz del alba
asomar por la cancela que nadie jamás abrió.
Supo que aún quedaban esperanzas,
que otros sueños la esperaban.
Casandra habló a todos de sus sueños
mas nadie la oyó.

Nadie creyó en Casandra y sus visiones
y la gente sólo vio en su augurio delirio y locura.
La condenaron a vagar perdida y sola.
Herejía es mostrar la verdad descarnada y desnuda.
Abandonada tras los años la encontró
un muchacho que andaba buscando esperanza y respuestas.
Casandra habló con pasión de sus presagios
y de la luz del amanecer brillando tras la puerta.

– Creo en ti Casandra. No estás loca.
Se besaron y en su boca florecieron madreselvas.
-Dulce Casandra, ponte de pie.
-Yo te he conocido antes. Quizá te soñé.
Hay quien duda ya y cree en la leyenda.
Juntos buscarán la puerta.
Dulce mañana.
Yo, no sé tú…
creo en Casandra.

Hay quien duda ya y cree en la leyenda.
Juntos buscarán la puerta.
Dulce mañana.
Yo, no sé tú…
creo en Casandra.

Mallu, Goo, Mudança e Velocidade

Ontem a noite, fui visitar uns amigos perto de casa mesmo, quando me deparei com um jogo ótimo. The World of Goos.

É um jogo interessante. Os Goos são bolinhas pequenas com olhos, praticamente unicelulares, e você tem que ajudá-los a se ligar para sair da tela por um cano que sempre está do outro lado e que suga eles quando você consegue fazer uma estrutura do chão até o cano.

Vou baixar. Quero salvar. Os Goos são criaturinhas agradáveis.

Ontem a noite, a Mallu Magalhães estava aqui no TerraTV. Fui falar com a Fabi, que senta do lado do estudio quando olho lá estava ela tocando J1.

Pápápápápápáááááá Will I have to…. tryyyyy again?

Por um segundo pensei em ir até ela, com Freak at Frans em um cd dizer:

– Oi Mallu,  gosto das suas músicas… sobretudo das letras… Já escrevi alguma coisa e até gravei com uns amigos que tocam violão. Essa é uma das músicas que eu mais gosto, minha visão da amizade.

… Depois achei que não devia ir. Não fui. …

Agora pouco fui almoçar com meus bons amigos aqui do TRR, @anapessoa e @jorgeclerc. Ana é Rainha da Boa Sinapse… então almoço com ela sempre rende… Jorge também figurão, sempre tem um detalhezinho interesting para acrescentar.

Aí o almoço foi  praticamente Fibra Ótica. É tanta coisa que a gente fica até pensando se voltou pro tempo certo tipo o começo de uma música do Jota Quest. Dê o play (aproveitando que a Ana é mineira).

Lá fora,
Todos os corações procuram a sua órbita
Novas propostas pro mundo
Novos encaixes pras coisas
Que ainda não estão no lugar
Atento às diversidades
Em busca da chacrete espacial
É preciso provar das loucuras
Ativar novas possibilidades

De volta ao Planeta dos Macacos

Esse último verso é só quando a gente retorna aqui pra esse computador lazarento que demora pra atualizar até blogadinha marota depois do almoço.

Portugal and me

Já faz um tempinho que não posto nada. Fato. Hoje pela manhã encontrei Ellen Posse, a dona do Lgo. da Pólvora. E ela soltou uma faísca do meu ultimo post abaixo. Esse velho. Senhorzinho.

Já ha alguns dias estava com vontade de escrever, sobre algo que li pelos caminhos, e comparti com outras pessoas num outro lugar (outro mesmo, não é um) sobre Portugal. O país. Vulgo nosso colonizador.

É engraçado, porque eu morei muito tempo em um bairro chamado Novo Portugal, e a gente perde o significado das coisas, na verdade são raras as oportunidades de conhecer realmente algo de que falamos, ou que vivemos. E é isso que me motivou a escrever esse post. Filosófico demais? Chato demais. Mas vai me desentalar.

Li, num livro chamado “Pela Mão de Alice”, algumas teses de um sociólogo português sobre a sua terra. Entre outras coisas, ele explica o insucesso de Portugal, (o fato de ter sido tão rico e importante em um determinado período histórico e agora estar praticamente mendigando participação na União Européia), porque há na alma portuguesa um eterno esperar.

O português espera sua Hora e Vez, ou a sua “Hora da Estrela”, ou enfim, o momento de brilhar, aquele momento mágico e transformador da realidade, onde vai voltar a ser um país no topo do mundo… em busca do Norte perdido. Isso até me lembra uma outra música, do Maná, En el Muelle de San Blas… Pra mim é como a espera dessa mulher no Porto. Claro que aqui é um casinho de amor (idiota?), só um casinho de amor.

Ouça.
Leia.

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espiritu

Pode até ser piração, mas considerando que o México, país da banda Maná, foi colonizado pela Espanha, país ibérico vizinho de Portugal, poderia ser esse um espírito ibérico que nos assusta aqui nos trópicos. Momento alto do post: Às vezes nós estamos aqui sempre esperando, esperando, esperando por alguma coisa que nunca chega. E essa espera, por algo que nem sabemos muitas vezes o que é exatamente por isso gera frustração, sentimento de vazio e de estar fora do lugar. Alguem concorda? Sou maluco?

Vou falar de mim. Não sei se estou certo nem quero que meu blog vire auto-ajuda. (Se bem que todo blog é em teoria a auto-ajuda das auto-ajudas). Mas pelo menos ao ler isso sobre os Portugueses, minha sensação foi que o nosso Brasil pode ter herdado a tal síndrome. O clássico “soou como música para meus ouvidos”. E nesse caso foi uma musicoterapia, porque eu pelo menos, melhorei.

NEXT STEPS
– Being more today.
– Kick more balls.
– Watch less the stadium.

(Essas duas últimas, na verdade são resoluções de um outro Post, o das pessoas interessantes…).